Nesta última quinta-feira, dia 10, o atual presidente do Egito, Hosni Mubarak, confirmou em um discurso aberto para a imprensa que pretende continuar no comando do país até setembro, quando ''termina'' seu mandato, contrariando a todos que esperavam que o discurso fosse para comunicar sua renúncia.
Durante o discurso, Mubarak afirmou que iria transmitir seu poder para o seu vice, Suleiman, ''dia após dia'', mas sem esclarecer o que isso exatamente quer dizer ou mesmo até que ponto isso seria. Segundo o mesmo, essa transferência seria uma demonstração de que as reivindicações dos manifestantes estavam sendo respondidas pelo diálogo e que as conversar com a oposição levaram a um ''consenso preliminar'' para resolver a crise.
O presidente pediu desculpas pela repressão e disse sentir muito pelas vítimas (segundo a ONU, pelo menos 300 pessoas morreram e outras 5.000 ficaram feridas durante os protestos e confrontos com o exercito.), e prometeu punir os responsáveis. Mubarak chegou a afirmar que compreendia e estava de acordo com as reivindicações. Disse também que ''não aceitaria ordem externas'', se referindo aos pedidos de líderes internacionais para democratizar o país.
O presidente também disse que as mudanças feitas tem como intenção criar meios para que o país possa sair do estado de emergência o qual vem governando desde 1981.
Hosni Mubarak alegou que o Egito permanecerá ''acima dos interesses individuais'' e que não deixará o país.
Antes do anuncio feito pelo presidente, o clima era de festa no país. Todos esperavam a renuncia do presidente. Ao anunciar que ficará no poder, tal noticia foi recebida negativamente. Os manifestantes continuavam pedindo a saída imediata do governante, sem nem mesmo entender o que sua fala significava exatamente.
A matéria completa se encontra AQUI.
Por: Pedro Elias

Nenhum comentário:
Postar um comentário